Série que deixou saudade: House, MD!



Quem não da um suspiro só de olhar pra foto acima?

House, MD ou Dr. House (no Brasil), foi uma série médica norte-americana criada por David Shore. A série conta o dia a dia do Dr. Gregory House, interpretado por Hugh Laurie no hospital de Princeton. Dr. House e sua equipe tem o trabalho de diagnosticar grandes e complicados casos médicos. Dr. House é um cara mau humorado, arrogante, sarcástico e anti-social, aí você, que nunca assistiu, se pergunta "como é que a gente pode acabar gostando de um cara assim?" Pra entender de verdade, só assistindo, mas House tem um charme pra lá de sexy e pra quem, como eu, julga inteligência um grande afrodisíaco... hum, acho que nem preciso dizer que vai achar empolgante demais a habilidade do Dr. House.

Logo eu, que não gostava de séries médicas rs. Quando um personagem nos encanta, o clima todo muda na hora de assistir, vocês não acham?! House, deixou muita saudade, as vezes da um aperto no coração e vontade de rever tudo de novo. 

A série teve 8 temporadas. E o tempo de exibição foi de 16 de novembro de 2004 à 21 de junho de 2012.

Abaixo vou deixar um texto muito bom sobre a série, da escritora Tati Bernardi.

Meu namorado Dr. House

Eu decidi que tô namorando o doutor Greg House, aquele com cara de “adoro sexo mas sou arrogante demais pra fazê-lo” que passa todo dia as oito da noite no canal 43. Menos as sextas. E sábados. E domingos. Como todo péssimo namorado, ele tem mais o que fazer da vida nesses dias.
Já que a vida inteira namorei rapazes que não me namoravam e fui namorada de rapazes que jamais namorei, resolvi namorar o House e fim de papo. Comprei um estoque de Vicodim e um apartamento em andar baixo. Tudo pensando nele.
O House pode tudo. Ele pode me dizer que meu cabelo era infinitamente melhor mais curto e mais claro. Ele pode me dizer que eu fico infinitamente mais bonita com uns cinco quilos a mais. Ele pode reclamar que eu cortei a malhação por falta de grana e paciência. Ele pode reclamar da queda hormonal e da minha mania de viver caindo. Ele pode rir da minha vontade de escrever novela ou qualquer outra coisa popular que me encha de dinheiro para eu poder escrever livros quieta ouvindo Nina Simone, da minha mania de cantar Maroon 5 e do fato de eu escrever tudo em primeira pessoa porque, de verdade, acho um saco qualquer outra coisa do planeta que não passe aqui por dentro. E o House super passa, em meus sonhos.
Quando vai dando sete e meia da noite (ahhh, a falta do que fazer, já tem uma semana que não aparece um bom freela ou um bom sei lá o quê) tomo meu banho. Passo meus cremes. Coloco uma roupinha pra ele. Me tranco no quarto, no escuro. Vou passar os próximos sessenta minutos vendo vômitos, sangue, paradas cardíacas, berebas purulentas e a famosa “lombar punction”. Mas meu coração não entende nada como desgraça, a não ser a óbvia desgraça do amor.
Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência.
E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia. Namorar quem tá cagando pra você, então, é o auge do sexy. Por isso eu namoro o House.
Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa…”.

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